Os anos 60 foram marcados pela arrogância da juventude,

praia, bailes ao som de bossa nova, e,

regado de Cuba Libre.

Haviam as festinhas de aniversário

cheias de docinhos tentadores,

futebol de praia, vôlei de praia, ping pong,

peteca, raquetes e muitos mergulhos

no maravilhoso mar do Rio de Janeiro.

 

 

Algumas noites os jovens jogavam monopólio,

varetas, vinte um ou canastras.

Os momentos foram na época

vividos junto a grupo de amigos e casais apaixonados.

Foi dito que o “Rock in Roll” era a loucura dos jovens,

na verdade a grande loucura eram os apertos de mãos,

os olhares carinhosos, o beijo de selinho, e,

as promessas de amor eterno,

eram o máximo que acontecia entre

os jovens filhos de família.

O Sexo antes de casar era pecado mortal, e,

quando era consumado,

a morte vinha acompanhada

de um casamento frustrante ou um suicídio por amor.

Também o medo do abandono da família,

muitos pais jogavam os filhos a sarjeta. 

 

 

Como sofreu o povo, tanto pais como os filhos.

Foi um tempo de opressão poética

coberta de muitos planos sendo poucos concretizados.

Crianças que se tornavam mães cedo,

deixando o sonho da universidade longe.

Fosse pela pressa de viver a juventude,

ou pela falta de condição financeira dos pais.

A busca da felicidade eterna cobria 

os tetos das casas de família,

a incerteza de casar uma filha

era a sombra que escurecia os céus do Rio de Janeiro.

O povo sonhava as escondidas, e,

murmuravam ideias e projetos nas universidades,

escolas e lares de corajosos.

 

A vida estava difícil, mas o jovem sonhava,

gritava, apanhava e acabava refugiando-se

em outros países da America Latina,

ou da America do Norte.

Desafiando a própria vida e da família,

o jovem não tinha muita noção do que fazer

com relação à política brasileira,

assim mesmo longe de entender a própria existência,

travava a luta cotidiana a favor

da liberdade de expressão,

a favor de uma vaga na universidade,

a favor de um pais mais justo,

com menos discriminação,

enfim de um Brasil melhor.

 

 

A Sombra da história do passado brasileiro é violenta,

vergonhosa e aterrorizante.

E quando ouvimos ou lemos os relatos

daqueles tempos poéticos, e,

comparamos com os anos 2000,

notamos que pouca coisa mudou para melhor,

as mudanças marcantes na população foram para pior.

A sombra continua nos tetos dos lares,

as moças continuam engravidando,

os casamentos deixaram de existir,

os casais pararam de ter filhos,

a sociedade está maior e pior,

o brasileiro está doente, abandonado, e,

o jovem se joga nas drogas encontradas nas farmácias,

ou nos guetos onde a droga corre solta.

Ainda temos a solidão que virou moda, e,

desafia a sociedade,

fora a depressão que tem destruído crianças e adultos.

A sombra continua oprimindo, não ha trabalho,

hospitais decentes, e,

os aposentados estão morrendo de fome.

As promessas e os sonhos

não passam de promessas e sonhos,

a razão esta na “SOMBRA DO PASSADO”.

 

 

 

 

 

 

 

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