Quando falávamos sobre particularidades seus olhos escapavam dos meus. Reconheço que havia constrangimento em admitir que a nossa relação era ininteligível.

Na leitura dos nossos sonhos supostamente formosos, notou-se que não se amava o que pensávamos desejar, como não amávamos o fato de querer amar. Muito menos de querer bem.

Na busca de esclarecer a qualidade dos nossos sentimentos construímos lentamente um murro que distinguia bem a diferença entre um país e outro. Foi duro mulher, constatar que não haveria circunstancia alguma que nos unisse, éramos duas pessoas num mundo de vaidade desmedida.

Hoje sou um ancião cuja as abundancias de palavras, e ideias fartas, põem nos meus anseios as escritas confortadoras. Tive o desejo de lembrar as intempéries que passamos juntos, e alguns poucos dias de bonança. Ora se foi bom! Foram muitas tardes sentados na praça, folhas circulando os nossos pés, o vento da primavera que sobrava no rosto fresco da juventude.

O mulher! É certo que nos apaixonamos de uma forma especial, e daria tudo para não ver a morte dos sonhos.

 

 

 

 

 

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